ENTREVISTA - Violator

Postado: Metal Brasil On 14:34 1 comentários


Os Membros da comunidade fizeram as perguntas, 33  foram selecionadas e enviadas para o e-mail do Vocalista/Baixista da banda Pedro Poney. Ele foi humilde e gentil com a comunidade, e respondeu todas perguntas em nome da banda, com sinceridade. Sem fugir de nenhuma pergunta!
Fica o agradecimento pela oportunidade da entrevista. Segue abaixo as 33 perguntas:

1- Quais a influencias da banda?

Basicamente o Thrash Metal chamado de “old school” de todos os lugares do planeta. Acho que algumas bandas são unanimidade entre todos o integrantes da banda, como Kreator, Sepultura, Vio-lence, Sacrifice, Gammacide, Slayer, etc. Em linhas gerais, metal de batida rápida, seco e cheio de riff. 

2- Qual foi o show mais marcante da banda?
Poxa, já foram mais de 200 shows nesses últimos anos, então é difícil destacar apenas um. Posso citar vários: o show de lançamento do Violent Mosh aqui em Brasília (eu vejo como um momento de transformação da nossa cena aqui), os shows com o Bywar também por aqui, o primeiro show do Chile (do qual saiu o DVD), os shows com o DRI, nossa visita ao Japão, os shows do Caga-Sangue Thrash... Foram muitos momentos especiais nesses quase 10 anos.

3- Vocês curtem estilos menos convencionais no metal?
Eu curto um monte de coisa diferente no metal e no rock em geral. Gosto muito de uns doom metal/sludge esquisitos pra caralho, talvez isso se encaixe no que você se refere a “menos convencional”. 

4- De uns tempos para cá, a cena nacional do Thrash Metal sofreu um enorme "revival". Inúmeras bandas tem aparecido tocando Thrash oitentista e Crossover. Qual a opinião do Violator sobre esta cena? E sobre a suposta influência do Violator na consolidação da mesma?

Eu acho essa retomada do Thrash animal! É uma cena que a gente se sente parte totalmente. O thrash trouxe de volta a espontaneidade, a diversão e a loucura aos shows de metal. Quando eu comecei a freqüentar os eventos underground aqui em Brasília, os shows pareciam mais concurso de melhor shampoo ou campeonatinho de quem era mais malvado. Era ridículo. Mas bem, não vejo o Violator como pioneiro nesse processo todo. Fomos influenciados por muitas bandas que vieram antes da gente, como o Farscape, o Blasthrash e o Bywar, e acho apenas que fomos parte ativa (mas não líderes) dessa retomada, simplesmente participando e incentivando os shows e a produção underground ao redor desta cena. Assim como mais um tanto de gente.

5- Como foi tocar no Japão? As coisas são muito diferentes nas terras nipônicas, em comparação ao Brasil, no quesito de público, estrutura e fãs? 

Em termos de estrutura sim. Os equipamentos lá são incríveis, acho que a gente nunca tirou um som tão legal quanto naqueles shows. Agora, todo o resto é bem parecido. Thrashers voando pra todos os lados, que nem na Europa, no Peru ou no Ceará. Eu acho muito bacana isso, porque é uma mostra de que o underground consegue explodir essa coisa tão boba que são as fronteiras nacionais. É claro que cada lugar tem sua cultura local, não quero negar isso, acho que a gente deve incentivar isso, mas para além disso todos nós compartilhamos uma paixão por música rápida que nos une ao redor do planeta. Acho bem fera isso.
6- Quais bandas tem tocado com mais frequencia no aparelho de som dos membros do Violator?

Mais uma vez, uma resposta estritamente pessoal. Eu (Poney) tenho escutado muito doom metal tradicional e moderno, coisas desde Pagan Altar e Pentagram até Dead Meadow, Om, Serpent Throne. Death Metal sueco velho como Interment e coisas influenciadas por death metal sueco mas ressignificadas, como Nails e Black Breath. Rock Pauleira dos anos 70 e bandas novas fazendo isso, como Graveyard. Bandas novas de punk rock, como Masshysteri, Young Offenders... bandas tocando hardcore americano velho como Direct Control e Government Warning. Coisa diferente pra caramba!

7- De onde surgiu o nome "Violator"?
É uma história besta, a gente queria um nome que rimasse com Kreator. Eu peguei vários discos que tinha em casa e fui ouvindo e anotando os nomes. Quando chegou no “...And Justice For All” tem uma parte que o James canta “Violation!”, aí eu anotei no meu caderninho.

8 - Na opinião de cada membro da banda, qual é o melhor álbum de:
Desculpem, mas seria impossível pegar a opinião de todo mundo, então vai a minha.

Death Metal: Death - Leprosy
Heavy Metal: Somewhere in Time – Iron Maiden
Power Metal: Não sou ligado no estilo, dá pra chamar os discos tardios do Running Wild de Power Metal? Se sim, pode ser qualquer um deles.
Black Metal: Venom – Welcome to Hell; Hellhammer: Apocalyptic Raids
Thrash Metal: Sepultura – Beneath the Remains
Progressive metal: não conheço muito do estilo.

9- A Cena Alemã nos apresenta grandes nomes do metal, para vocês quais são as 5 melhores bandas alemãs?
Kreator, Assassin, Destruction, Sodom e Tankard (menção honrosa pro Darkness)
10- Como quase todo Brasileiro, vocês também gostam de futebol? Se sim, qual time torcem? E deixando o clubismo de lado, qual clube vocês acham que irá ganhar o brasileirão? (não vale dizer que será o time de coração hem, rs.)
Pô, não manjo nada de futebol. Quando moleque eu era vascaíno, acompanhei o tri-campeonato carioca 92, 93 e 94 com muita emoção, mas depois desencanei por causa de toda a corrupção e roubalheira do Eurico Miranda. O único que é ligado em futebol na banda é o Batera Indião, ele torce pro Palmeiras.

11- Ultimamente tem surgido várias bandas de metal no Brasil, a cena tem crescido bastante, a que vocês creditam esse acontecimento?

Acho que a cena brasileira sempre foi uma das mais produtivas do mundo, não acham? Pensem nas bandas que vieram daqui desde os anos 80: Sepultura, Sarcófago, Mutilator, Taurus, Anthares, Attomica, Dorsal Atlântica, etc. Acho que a precariedade e a nossa realidade fodida sempre foram bons combustíveis para música raivosa. 

12- Apontem as 3 bandas nacionais que vocês mais gostam, e 3 bandas nacionais 'promessas' que podem fazer bastante sucesso daqui a alguns anos. 
No Thrash: Farscape, Bywar e Flagelador. “Promessas”: Braindeath, Deathraiser e Acid Speech. Falando mais geral, eu piro 
muito no grindcore brasileiro, bandas como Facada, no DER e Test.

13- Aponte os 3 albuns que mais influenciaram vocês?
Pro som Violator não tenho dúvida em apontar “Beneath the Remains”, “Extreme Aggression” e “Eternal Nightmare”. 

14- Qual é a opinião de vocês sobre downloads de músicas? Se sentem prejudicados devido a isso?

Acho demais o download e a distribuição livre de música. Não me sinto prejudicado de maneira nenhuma. O Violator não é uma profissão e nunca tivemos a pretensão de transformar a banda em trabalho. Sem a internet e a distribuição gratuita de músicas, muito provavelmente a gente não teria ido ao Japão, à Europa e viajado tanto por aí. É claro que os selos underground também estão começando a sentir o baque disso, mas eu acho que o underground sempre dá um jeito. É um preço pequeno a se pagar para ver a ruína de todas as grandes corporações que transformaram música em mercadoria nos últimos 100 anos. Num mundo ideal, as pessoas continuariam comprando discos de pequenos selos porque saberiam que aquilo não é apenas adquirir um produto, mas possibilitar a continuidade de toda uma comunidade de produção de contracultura. Infelizmente, esse mundo ideal parece só existir na minha cabeça. Mas beleza, a gente dá um jeito.

15 - Escutam alguma coisa fora do Metal/Rock?

Cara, eu escuto coisas que estão na fronteira do rock, como Neil Young. Gosto um pouco de jazz, mas só conheço os clássicos (Miles Davis, Chet Baker, etc) e não é nada que eu tenha escutado muito não
16 - Durante um período de quatro anos entre Chemical Assault” (2006) e “Annihilation Process” (2010) vocês fizeram turnê pela América do Sul e visitaram a Europa e Japão, além de também terem feito shows em várias partes do nosso país. No que isso contribuiu com o amadurecimento do Violator como banda?

Acho que todas essas viagens reforçaram nosso elo de amizade mais do que qualquer coisa. Agente vê o underground como uma grande rede de amigos internacional e subterrânea e nossa paixão por esse espaço de produção não faria sentido se não existisse uma grande camaradagem entre a gente. Eu valorizo isso demais, até porque nós quatro somos muito diferentes entre sim. É como se o Violator fosse uma prova viva de união sem uniformidade, coisa que é tema das nossas letras. E é claro, tocar muito faz o show ficar mais bacana né? Hoje eu acho que a gente consegue promover um pequeno fim do mundo nos shows, graças a todas essas experiências nos palcos ao redor do mundo.


17 - No primeiro release da banda diz que vocês se propõem a fazer thrash metal em estado bruto calcado na velha escola, e isso foi há mais de dez anos atrás. De lá para cá dá para sentir que vocês ainda são fiéis a isso. Vocês acham que diversificar o som pode afastar fãs?

Bem, primeiro é importante dizer que o Violator não funciona nesses termos de “fãs”. Ídolos e fãs são papéis que não deveriam existir no underground. Temos amigos, conhecidos, parceiros, gente que gosta da nossa música, mas não fãs. Isso implica que as escolhas que a gente faz no som não tem qualquer relação com alguma “aprovação” ou “reprovação” das pessoas que gostam do Violator. A gente toca thrash metal “old school” há 10 anos porque essa é uma paixão que todos nós partilhamos. Como já deu pra perceber por essa entrevista, esse não é o único tipo de som que a gente escuta ou valoriza, mas é o que a gente se propõe a fazer com o Violator. Se for pra gente tocar outra coisa, aí não seria mais o Violator.

18 - O Brasil não é um país onde existe forte tradição “metálica”, tendo em vista os vários estilos musicais com grande apelo comercial e que em nada tem a ver com metal. Isso significa dificuldades para gravar discos, equipamentos, pessoal especializado, horários de estúdio fora de mão e uma séria de outras coisas. Como o Violator consegue driblar isso?

Poxa, eu discordo da sua premissa. Acho que a gente tem uma tradição bacana sim. Eu mesmo já citei um monte de bandas brasileiras legais aqui. Mas bem, todas essas dificuldades que você citou são reais sim, mas elas são parte integrante do underground, cara. Underground é isso mesmo, é nadar o tempo todo contra a corrente, mas não lamentar isso e sim, achar do caralho. A gente toca em um monte de lugar tosco, com equipamento ruim e sem estrutura nenhuma. E você acha que a gente acha isso ruim? Pelo contrário, é a nossa grande paixão. A gente vive num país de terceiro mundo, fodido, em que boa parte das pessoas não tem grana pra comer, acho ridículo qualquer pessoa querer pagar de “estrela do rock” tocando metal por aqui. O que a gente faz é essencialmente anti-comercial, e vai ser pra sempre e que bom que é assim. Isso significa que vai ser difícil, que a gente vai trabalhar de segunda a sexta e vai ser um rala danado? Sim. Mas nada que diminua nossa paixão.

19) O álbum "Annihilation Process” trouxe apenas 7 músicas e o tempo total do álbum não chega a 30 minutos. Apesar da banda ter se concentrado em fazer o melhor em pouco tempo, sem frescuras e enrolação, vocês não acham que isso, de alguma forma, pode acabar passando uma imagem preguiçosa do Violator para o público e, talvez por isso, vocês não tenham sido incluidos em listas com os melhores de 2010 no Brasil?

Bem, acho que quem acompanha o Violator de perto sabe que esses 4 anos que separam os dois materiais muita coisa aconteceu. Muita coisa mesmo: entrada de integrantes, viagens ao Japão, Europa, turnê de 5 meses na América do Sul... fora todas as transformações nas nossas vidas pessoais. Se alguém acha que a gente é preguiçoso, beleza, o Violator não tem o objetivo de funcionar como uma empresinha, a gente vai lançar o que a gente quiser e quando a gente quiser, oras. Eu acho também que muita gente não gostou da abordagem mais direta, séria, política e agressiva do disco, queriam músicas com mais “mosh” e cantando só sobre como o thrash é legal. E pô, você ta perguntando das listas de melhores do ano de quem? Da mesma mídia que há 15 anos só fala de metal melódico chatão? Porra, eu não poderia me importar menos com a opinião desses caras.

20) Em uma certa entrevista você (Poney) disse que via o underground como uma rede subterrânea de produção e troca de conteúdos de contra e sub-culturas. E que se quer ter fama e status, não encontrará isso no underground. Pelo jeito você abomina a idéia de um dia o Violator sair do underground como fez o Sepultura e, ainda mais, Metallica, Iron Maiden, e etc. Não acha que isso pode ser mais uma visão apaixonada do que realidade, afinal, quem não quer viver só de música, especialmente metal num país totalmente fora dos grandes centros de música pesada do globo terrestre?
Eu, cara. Eu não quero “viver só de música”. Eu sei que isso pode parecer estranho pra maioria das pessoas, mas eu vou dar dois exemplos bastante concretos que talvez dêem uma mostra de como isso, pra mim, é uma convicção genuína (e realidade) do que apenas um discurso vazio. O Violator teve propostas de contrato com três das maiores gravadoras de metal no “mercadão”. A gente preferiu continuar com um selo como a Kill Again, da cidade satélite de Ceilândia, em que toda a equipe é formada por um único cara, que não tira o seu sustento do selo, mas trabalha de vigilante noturno pra pagar as contas. Outro exemplo, na nossa última turnê na Europa a gente teve o gostinho do que é um ritmo profissional de produção, tocar todo dia, viajar muito, mal conhecer as pessoas, mal conhecer os lugares, pouca diversão e muito trabalho. Resumindo, por 30 dias e 25 shows, o Violator foi a nossa profissão. E eu devo confessar pra você, na segunda semana, ninguém mais tava se divertindo tanto assim com os shows. O show do Violator, que tem que ter aquela explosão de adrenalina espontânea estava se transformando em algo forçado. Resumindo, o “trabalho” teve o poder devastador de minar até mesmo a coisa que a gente mais gosta de fazer nessa vida, que é tocar com a nossa banda. No fim das contas, eu gostaria mesmo era de poder não trabalhar e não transformar minha música em trabalho. Mas veja bem, essa é minha visão das coisas pra minha vida, não vejo problema em quer investir na banda de maneira profissional ou qualquer coisa do tipo. E bem, sobre ser uma “visão apaixonada”, porra, claro que é! A gente faz todas as coisas pro Violator por paixão e não por grana, status ou qualquer outra merda. E porra, se você me perguntar, nesse mundo em que tudo é ditado pelo dinheiro, poder ter um espaço pra produzir puramente por paixão é legal demais, é um dos ímpetos da minha vida.

21- Qual é o Big 4 de cada um da banda?

Do Thrash? Sepultura da época do Beneath the Remains, Anthrax no Among the Living, Slayer no Reign in Blood e Metallica no Master of Puppets. 

22 - Como foi abrir pro D.R.I.?

Legal demais! O DRI é uma das bandas mais importantes da minha formação musical. Os shows foram todos muito bacanas e foi legal conhecer os caras e ver que todo mundo é bem gente fina. Fiquei surpreso com o tanto que eles curtiram o Violas, pra mim foi uma grande honra, cresci ouvindo DRI.

23- Vocês sendo expoentes dessa onda de "thrash revival". O que vocês acham sobre bandas como Municipal Waste, Toxic Holocaust, Warbringer entre outras que compartilham esse mesmo rótulo para mídia especializada?

Essas que você citou acho muito boas. Acho legal que as bandas tem feito sons diferentes umas das outras, de alguma maneira expandido o que a gente entende por thrash. Só pra ficar nessas que você falou, o Warbringer lembra aquelas coisas incríveis do começo dos anos 90 que misturavam thrash e death metal e eram gravadas pelo Scott Burns, como o Demolition Hammer. Já o Toxic Holocaust tem muito de punk, crust, d-beat e black metal, são sons bastante diferentes dentro de um mesmo universo, acho isso legal. 

24. Qual o full-length/ep/demo/split (do Violator é claro rs), enfim, o trabalho favorito de vocês?

Meu favorito é o Annihilation Process, especialmente por ele ser o mais antipático e anti-social de todos (risos). Pra mim é o que tem os riffs mais cabulosos, as letras mais espertas a arte mais bacana.

25- Qual musica que vcs consideram o 'hino da banda'? Aquela que com 5 minutos de shows o público já fica pedindo por ela ensandecidamente.

Acho que Thrash Maniax, Destined to Die, The Plague Never Dies e Addicted to Mosh seriam algumas delas.

26- Como é a recepção dos gringos quando vocês vão tocar lá fora? Verdade que o público latino é mais 'feroz/agitado' que os europeus e os norte-americanos?

Como eu citei antes na resposta sobre o Japão, quando o assunto é show de thrash, as coisas não são tão diferentes assim. Agora, em termos de selvageria os lugares que ganham disparado são nossos países vizinhos aqui da América do Sul: Chile, Peru e Colômbia. Ah, o Norte e Nordeste brasileiro são legais demais também, e são o lugar mais legal pra fazer turnê no mundo.

27- Eu moro em Águas lindas - GO, e aqui tem muitos shows underground, e sempre vejo o poney e o cambito por esses shows, o que vocês acham da cena por aqui?, acha que tem futuro as bandas que sempre aparecem por aqui, ou no entorno do DF?
que o peso de se produzir contracultura em uma periferia completamente abandonada como Águas Lindas tem um peso e uma importância que são difíceis de mensurar. Vou colar aqui um pedaço texto que escrevi sobre a cena de lá para o zine Facas Lindas:
“De qualquer maneira, o que eu acredito ser mais significante ao falarmos de Underground e Águas Lindas, para além de relembrar histórias ou descrever shows, é o fato de que a movimentação subeterrânea na cidade representar o que há de mais genuíno e encantador na mobilização do-it-yourself. Em meio uma cidade repleta de desacaso, abuso e violência, alguns jovens escolhem não se conformar com aquilo que lhes empurram goela abaixo e resolvem produzir com seus próprios meios sua própria diversão.

Não importam as dificuldades, toda a precariedade e a falta de recursos. Não importa se ninguém ali ao redor entende toda aquela gritaria, raiva e revolta. Não importa se as suas escolhas os tornarão ainda mais deslocados do que qualquer jovem nascido em uma periferia já se sente deslocado. Vocês vão lá e fazem. Por paixão e contra a maré. Isso pra mim, resume o underground. Isso Águas Lindas tem de sobra.”

28- Do ultimos lançamentos do thrash metal tanto no mainstreen quanto no underground, o que mais vem agradando a cada um dos integrantes da banda?

Minhas favoritas do estilo são o Farscape e o Fueled By Fire. Achei o disco novo do Deathraiser um absurdo também. Tem muita coisa boa por aí. Das bandas mais mainstreem não tenho acompanhado muito, um disco que eu gostei muito na época foi o Antichrist do Destruction, apesar de ter uma produção extremamente irritante que me faz querer quebrar o som. 

29- Como vocês classificariam a indústria da música Heavy Metal hoje em dia?
Espero que a “Indústria Heavy Metal” afunde cada vez mais, todos os negócios sejam destruídos e fiquei só o “Heavy Metal”. É tudo que eu tenho a dizer. Acho ridículo que tudo seja transformado em produto, o lucro seja o único foco da produção de música e que a gente continue alimentando esse sonho adolescente de ser uma grande estrela do rock. É patético.

30- Qual foi a primeira música que vocês tocaram juntos? 
Muito legal essa pergunta! Acho que foi “Symphony of Destruction” do Megadeth, quando a gente era muito, muito moleque mesmo!

31. Dia 29 de Outubro vocês tocarão em Aracaju-SE, e eu de certeza estarei lá. Não rola nenhuma espécie de souvenir, lembrança ou autógrafo pra um Thrasher da Metal Brasil não? (risos)
Aparece lá que a gente troca uma ideia! 

32- Quando vocês farão um show em Ponta Grossa, no Paraná? 
Vamos a Curitiba em outubro, seria bacana tocar em Ponta Grossa. Temos muitos amigos em Cascavel, também no interior do Paraná.

33- Tem chance de tocarem em Alagoas?
Talvez role nesse segundo semestre, mas não está fechado.

Considerações Finais: 
Obrigado por tantas perguntas! Foi uma entrevista muito bacana, espero que gostem das respostas, são bem sinceras. Obrigado mesmo, de verdade, a todo mundo que gosta e apóia o Violator. Mantenham o espírito underground! UFT!

1 Response for the "ENTREVISTA - Violator"

  1. Muito foda a entrevista, por incrível que pareça não achei cansativo.

    Parabéns ao Blog (é minha primeira visita aqui) e ao Violator! E que venham mais entrevistas!

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