Lothlöryen (Foto retirada do Metal Media)


Lothlöryen é uma excelente banda de Folk Metal Brasileira - teve seu surgimento em 2002 na cidade de Poços de Caldas (MG) - e ainda nesse ano lançaram uma demo intitulada "Thousand Ways To The Same Land" que teve excelente aceitação por parte do público, o que levou a assinarem um contrato com a gravadora Force Majeure Records para lançarem seu álbum de estréia.
A Metal Brasil, no ano passado, realizou uma entrevista com a banda, que pode ser conferida AQUI.
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Sobre a Entrevista:
A banda havia feito uma promoção, onde os fãs poderiam entrevistar a banda, e as três melhores perguntas foram premiadas com brindes da banda. 
A Banda foi além, e selecionou outras 15 perguntas para serem respondidas em vídeo. É válido ressaltar que as perguntas não foram modificadas, mantendo-as fiéis ao idealizador. 

O Vídeo pode ser conferido abaixo:



"Welcome Home, Lunatics!!!"








Rodolfo Silva


Lavras Metal Battle Festival - 04/08/12 - Lavras (MG)

Como havia sido noticiado anteriormente pela Metal Brasil ocorrerá na cidade de Lavras o 1º Lavras Metal Battle Festival.
Não entrarei em muitos detalhes sobre o festival, pelo fato do outro post ser mais detalhado e conter mais informações sobre o evento.
Porém o Festival sofreu algumas alterações no cast, são elas:
Saída das bandas Grunge Isn't Dead (Nirvana Cover) e Dirty Trick Clubs (Punk).Para suprir a ausência das bandas, entraram em seus lugares All Random (SOAD Cover) e Rotten Pigs (Gore Grind).


Informações Gerais:
Data: 04/08/12 - 15:00 H
Cidade: Lavras - MG
Local: Aymoré Volleyball Club
Ingresso: R$ 15.00
Pontos de Venda: Tiãozinho Moda, Wanger e Papelaria Tradição.



Miojada Rock Festival III

Minas Gerais possui uma grande tradição no cenário metálico nacional, destacando-se desde os primórdios do Metal no Brasil, com grandes bandas tais como Sarcófago, Sepultura, Overdose, Sagrado Inferno, Chakal, entre outras.
Longas décadas se passaram e o metal no estado do triângulo desenvolveu-se e está cada vez mais presente.
O Miojada Rock Festival vem crescendo a cada edição que passa, e nesse ano de 2012 se prepara para sua terceira edição.

O Cast conta com uma banda cover de S.O.A.D e mescla estilos desde o Rock'n'Roll 60's  ao Thrash Metal:

Os Representantes locais são STAY CLEAN que se destaca por mesclar estilos dentro do Rock'n'Roll, e DARTEL, banda de folk metal com influências das quais podemos citar Cruachan, Turisas e Eluveitie.

MADNESS,
banda oriunda da capital mineira, possui o som em torno do Rock'n'Roll clássico, porém a banda possui uma identidade própria que a diferencia de outras bandas comuns do estilo.
Uma das representantes da região sul mineira a banda HUMAN HATE vem de Lavras divulgando sua demo intitulada "The Undeads"  e disposta a fazer um thrash metal de alta qualidade para agitar os bangers, 

Realizando covers de S.O.A.D, a banda ALL RANDOM  sai da "terra do Et", também conhecida como "Varginha Rock City" e promete agitar a todos com uma ótima exibição cover do System.
EM RUINAS é uma banda de SPEED METAL formada em 2002 na cidade de SP, caracteriza-se pela mistura de um som rápido com letras pesadas, e vem pra MG prometendo um excelente show, executando as composições de seu debut intitulado "...From the Speed Metal Graves!!!" lançado em 2011.

Fazendo um Heavy Metal de alta qualidade, o quarteto feminino do PANNDORA sai do estado do Paraná, e vem pra Minas para executar suas próprias composições que tem sido bem aceitas pelos fãs nacionais, e até mesmo do exterior. O ultimo trabalhado lançado pela banda "Heretic’s Box, Wind of Fate Records" teve sua distribuição em países como: Alemanha, França, Inglaterra, Suécia, Estados Unidos entre outros.

Miojada Rock Festival III - Informações Gerais:
Data:
08/09/12 - 16h
Cidade: Três Pontas - MG
Local: Clube Felicidade (Antigo Contransp)


Rodolfo Silva 



Tray Of Gift

Tray of Gift é uma banda de folk metal formada em 2010 pelo guitarrista Rodrigo Berne, do Tuatha de Danann.
Ás vésperas de lançar o seu debut, a Metal Brasil realizou uma entrevista com a banda, que foi respondida pelo vocalista Adriano Sarto e pelo guitarrista Rodrigo Berne.

01- Como se deu o surgimento da banda?  
Rodrigo Berne (guitarrista): Eu já estava a 8 anos sem gravar uma música do Tuatha, sempre compondo e esperando que a banda cumprisse os prazos. Isso nunca acontecia. Depois, arrumei um novo vocalista para a banda, que é um dos melhores de todos os tempos já nascido nessa pátria amada, e a galera não quis, por motivos que nem convém falar. Ai não deu mais. Chamei os músicos: Giovani (baixo), que sempre tocamos juntos, Wilson (baterista) e Felipe (tecladista), co- fundadores do Tuatha e formei outra banda, e usei o nome de uma nova música que era para sai no novo do cd Tuatha, para nomear a banda. Se eu não fizesse isso, como músico e artista, estaria acabando com toda a minha arte. 
Em seguida convidei os músicos que estão hoje no Tray, a fim de montar uma banda no estilo do Tuatha e dar continuidade a finalização e gravação das músicas. E se não fosse por eles, eu não conseguiria ter feito esse trabalho.
Hoje somos uma banda totalmente entrosada, ensaiamos e compomos as músicas juntos.

02- Algumas pessoas classificam o Tray como uma continuação do Tuatha, o que os integrantes da banda pensam sobre isso? 
Adriano Sarto (Vocal): Eu penso que independentemente da escolha que fizemos na construção de um novo caminho para seguirmos adiante, jamais será possível apagar o Tuatha de Danann da história dos integrantes da Tray of Gift, tanto dos que efetivamente criaram e fizeram parte do Tuatha, quanto dos que acompanharam de perto e foram fortemente influenciados por sua trajetória. A proposta da Tray of Gift é manter a magia viva e no que depender de nós, a magia nunca morrerá, mas não considero nosso trabalho uma continuação do Tuatha, até porque na música e mesmo nos projetos de vida, não existe de fato uma continuação. Entre dois ou três trabalhos, por melhor que seja a sequência, um não é igual ao outro. Dentro de uma mesma banda, em uma mesma formação, existem diferentes fases ao longo do tempo. O que realmente importa é o aprendizado que as experiências passadas acrescentam aos novos trabalhos e é esse aprendizado que os integrantes e ex-integrantes do Tuatha de Danann trazem à Tray of Gift, criando uma nova identidade juntamente com as experiências dos novos músicos. Sendo assim, não. Não somos uma continuação do Tuatha de Danann. Não somos hoje o que foi o Tuatha de Danann, porque não nos limitaremos a levar adiante o que foi o Tuatha de Danann. Muita coisa aconteceu desde que a banda entrou em stand by e isso já faz muito tempo. Mesmo que a ideia fosse voltar ao que era antes, isso não é mais possível. Temos uma nova postura diante do trabalho em uma banda, estamos mais maduros e certos do que queremos como músicos e podemos dizer que o trabalho que estamos realizando agora faz jus ao nome Tuatha de Danann e representa o que queremos para o nome Tray of Gift, mas no momento o que nos ocupa realmente é a nossa música. Ouçam nossas músicas, estejam conosco em nossos shows e vocês verão que independente do nome estamos mantendo a magia viva.

Rodrigo Berne (guitarrista): O Tray não depende do Tuatha para trilhar seu caminho, temos um cd com 8 músicas inéditas. Por mais que o nome Tuatha me pertença por direito, pois, sou fundador da banda, e sempre trabalhei com compromisso por ela, e isso tornassem as coisas mais fáceis, não queria ficar arrumando confusão com os músicos antigos da banda, e principalmente porque não tinha a grana necessária para produzir um álbum com o nível de qualidade de áudio do Trova, sendo que na época tínhamos nada mais que o Paulo Anhaia como produtor. Mas o Tray chega lá.

03- Como tem sido a recepção dos fãs do Tuatha ao som do Tray?
Rodrigo Berne (guitarrista): Não sei direito ainda, tenho que esperar o nosso cd chegar e ver como serão as críticas. Nos show a galera fica louca, e quem presta atenção percebe de imediato que somos totalmente entrosados, pois, a formação do Tray, é a formação que gravou o primeiro cd do Tuatha. Mas hoje também contamos na formação do Tray com, Adriano (vocal), Raphael (guitarra) e Marcos (flauta).

04- Muito se espera do Debut da banda. Quando estará disponível a venda? Como Adquirir?
Rodrigo Berne (guitarrista): Acredito que essa espera, tem origem, no fato do Tuatha ter ficado 8 anos sem lançar uma música nova. Esse mês (julho de 2012), na loja da Cogumelo Records, e também com os músicos do Tray. Também haverá distribuição por outros meios, que ainda não sei ao certo.

05- Como vocês analisam a questão dos downloads na internet e o fato de algumas vezes o novo disco vazar antes de ser lançado? 
Adriano Sarto (Vocal): É difícil falar sobre isso, pois acredito que essa questão vai depender da proposta do artista e do selo que o apoia. A internet é um excelente meio de divulgação e muitos artistas fantásticos só conseguem fazer seu trabalho chegar a um número maior de pessoas por esse meio, gerando a partir daí novas oportunidades de trabalho que virão a garantir sua remuneração e um retorno aos investidores que o apoiam. Outra coisa é a questão da pirataria, que é a exploração ilícita de propriedade intelectual visando o lucro sobre o trabalho de terceiros, sem que esses recebam os direitos sobre a autoria da obra. Essa prática não só desvaloriza o trabalho do artista, como também prejudica a qualidade de produção de seus próximos trabalhos e desestimula os investidores e parceiros que são fundamentais na produção e distribuição do material. O mercado multimídia hoje é muito diferente do que era nos anos 70 e 80, mas mesmo na época do vinil, essa mídia já não era tão segura contra a distribuição não controlada de material fonográfico, pois a maioria dos que vivenciaram ativamente essa época já tiveram uma cópia em K7 daquele vinil importado comprado pelo amigo, que gentilmente o reproduzia em fitas para os companheiros de som. A internet nos traz coisas boas e coisas ruins, dependendo exclusivamente do uso que fazemos dela. Nós vemos na internet uma ferramenta poderosa de divulgação e queremos que as pessoas tenham acesso e conheçam as nossas músicas. Com esse intuito nós disponibilizamos duas faixas do disco The Tray of Gift para download gratuito em nosso site [www.trayofgift.com], além de disponibilizar três faixas para audição gratuita no My Space da banda [www.myspace.com/trayofgift]. Mas além de contar com as audições disponibilizadas na internet, queremos também que os nossos amigos tenham acesso a um material de qualidade e por isso o CD The Tray of Gift, que será lançado e distribuído pela Cogumelo Records, traz uma arte gráfica surpreendentemente original, que foi desenhada especialmente para esse álbum e é assinada por Marco Carvalho, que é também o web designer responsável pelo nosso site oficial. Além da arte gráfica do encarte, a qualidade do áudio é bem melhor no disco do que em MP3. Quanto ao vazamento de discos antes do lançamento, quando é realmente um vazamento e não um artifício de marketing, acho que ainda assim um crime como esse pode ser válido como divulgação, pois o que é proibido sempre parece melhor e mais pessoas podem se interessar em conhecer o material por essa condição. Acredito que quando as pessoas têm acesso a um material que valha a pena elas compram o disco e certamente se interessam em ouvir e conferir a performance da banda ao vivo.   

06- Quais são as principais influências líricas da banda?
Rodrigo Berne (guitarrista): Lendas medievais e celtas. Mas não ficamos presos a isso, o que acontece em nossas vidas também serve de fonte para as letras.

07- Dos Álbuns Lançados nesse ano de 2012,  quais a banda destacariam como melhores, e essenciais para serem ouvidos?
Adriano Sarto (Vocal): Eu gostei muito do disco Helvetios da banda suíça Eluveitie. Tivemos a satisfação de dividir o palco com eles no show realizado no Music Hall BH em janeiro desse ano e conferir algumas músicas ao vivo antes do lançamento do disco. É um som pesado, com vocal masculino agressivo, mas que ao mesmo tempo traz instrumentos rústicos como o hurdy gurdy (viola de rola) e um vocal feminino suave e potente. Vale a pena conhecer. Outra grande surpresa pra mim foi o disco de estreia da banda Unisonic, que trouxe a nostalgia da formação clássica do Helloween quando a banda ainda contava com a dupla Kiske/Hansen. Considero o mini album Ignition e o álbum Unisonic os lançamentos mais empolgantes até o momento, principalmente por Michael Kiske apresentar a mesma voz de 25 anos atrás. Acredito que até o final do ano muitos trabalhos bons nos surpreenderão. 

Rodrigo Berne (guitarrista): Adoro o novo cd do Unearthly (Flagellum Dei), gostei muito do Claustrofobia (Peste), e internacional, Sabaton (Carolus Rex). Normalmente, afora os cds que o Adriano citou, que também curto muito, tenho escutado mais bandas brasileiras.

08- Quais foram as principais dificuldades encontradas pela banda no inicio?
Adriano Sarto (Vocal): Na verdade ainda estamos no início e assim como em toda banda iniciante as dificuldades ainda têm feito parte do caminho rumo a um contato mais próximo e direto com nosso público. O nascimento da Tray of Gift como existe hoje, como já foi exposto algumas vezes pelo Rodrigo em carta aberta, aconteceu em decorrência de suas tentativas sem êxito na reativação do Tuatha de Danann e as consequências disso representaram grandes dificuldades nesse início. A produção do nosso primeiro disco começou há quase um ano e a demora no lançamento que só agora está sendo anunciado se deve à limitação dos recursos que tivemos para a gravação e produção, que foi possível graças ao apoio inestimável de grandes músicos e parceiros que contribuíram com seu talento e trabalho para a realização desse projeto. As músicas contidas no disco são composições do Rodrigo que foram originalmente feitas para o Tuatha de Danann, mas que não chegaram a ser lançadas pela banda. A ideia inicial era lançá-las como um projeto solo, mas isso logo mudou. Alguns músicos passaram pela banda, mas a formação atual só se estabilizou pouco tempo antes das primeiras apresentações ao vivo, que aconteceram no início desse ano. No entanto, mesmo que algumas dificuldades ainda surjam, hoje temos mais força para enfrentá-las. Somos uma ótima equipe e além de trabalharmos muito bem juntos, temos muito em comum, o que torna a convivência entre nós muito agradável. Estamos muito felizes em fazer parte do cast da Cogumelo Records, que é uma das gravadoras mais importantes do país, mineira como nós e que tem tradição em sons de peso como os que nos propomos a fazer. Mesmo com todas as dificuldades para lançar esse disco, temos certeza que esse trabalho traz a marca da perseverança e representa nossa luta em manter a magia viva. Agora com a banda estável, mais coesa e entrosada, estamos preparando o segundo disco, que certamente será a prova definitiva de que jamais deixaremos a magia morrer.

Rodrigo Berne (guitarrista): Principalmente a falta de dinheiro para produzir algo com mais tempo e qualidade.

09-  Como vocês avaliam a cena Folk no Brasil?
Rodrigo Berne (guitarrista): Hoje temos várias bandas que estão buscando mostrar seu trabalho, e graças à facilidade de adquirir instrumentos típicos e livros relacionados ao assunto, a cena tem melhorado. Mas eu não entendo o que acontece com algumas bandas, que insistem em se autorrotular como “folk”, sendo que só as letras falam sobre o assunto, e o som é heavy metal ou death.  Acho uma maluquice isso. Encaro isso como um efeito colateral do estilo. E aproveitando o momento, gostaria de dizer que o rótulo “folk metal” é um mal necessário. Nós não queremos ficar presos a isso.

10- Qual é a auto-avaliação da banda com relação à receptividade dos fãs mineiros? Visto que o estado além de possuir tradição, conta com o constante surgimento de novas propostas? 
Rodrigo Berne (guitarrista): Como o Tuatha foi uma banda pioneira nesse tipo de som, acabamos tendo uma história relacionada a divulgação desse estilo dentro do Estado, e o Tray continua levando isso a frente, e a galera tem aprovado. Também Minas Gerais é a terra das montanhas altas, das lendas rurais, dos músicos vanguardistas da música brasileira, e berço da música barroca. Fatos que nos tornam quase uma Irlanda no meio do Brasil. Consequentemente novas bandas vão aparecer influenciadas por esses fatores. E não podemos deixar de falar da importância da cena metal dos anos 80 na cidade de Belo Horizonte. 

11- Como se dá o processo de composição? Todos os integrantes participam?
Rodrigo Berne (guitarrista): Da forma mais natural possível, cada um compõe de uma forma. Eu particularmente faço músicas quando estou em um estado de espírito elevado, também, deitado na minha cama, ou em alguma fazenda. Sempre carrego comigo um gravador de fita da Sony rs, que é o meu estúdio. Tudo fica registrado nas fitas. Depois eu vejo o que ficou bom e passo para o computador.
Quando nos encontramos nos ensaios, normalmente todos dão opinião, e é ai que uma banda faz a diferença, e lado mais forte do Tray, a parceria nos arranjos, a visão de cada um, a harmonia de ideias. E era isso que eu queria que fosse, e hoje é. Todos compondo e fazendo músicas juntos, sem líder, sem um achar que é melhor que o outro. Tocamos músicas de todos os integrantes. Isso sim é banda.
O primeiro cd, que está para chegar, não foi muito bem assim, pois, não existia uma banda. Mas estamos ensaiando e compondo o próximo, e ai sim, terá músicas de todos os integrantes

12- O Festival Metal Open Air se demonstrou um completo fiasco e gerou muita polêmica. Qual a opinião da banda em relação ao festival?
Rodrigo Berne (guitarrista): Os caras que resolveram fazer isso, são malucos, eles estavam contratando bandas brasileiras que cobram 2 mil reais para se apresentar, sendo que, o custo de transporte e hospedagem dessa turma, ficariam em mais de 15 mil. Trataram várias bandas com a maior distinção, e desrespeitaram as pessoas que compraram ingressos, oferecendo o pior em infraestrutura. Além de ser num lugar totalmente fora de mão para o público ir. Eles foram muito sonhadores. Mas isso não queima o nosso filme, porque foi exceção.   

13- Com relação a agenda da banda, quais são os próximos planos?
Rodrigo Berne (guitarrista): Dia 14 de setembro no Conservatório de Varginha, e dia 09 de novembro em Pouso Alegre no Triumph of Metal. Esperamos marcar mais datas, após o lançamento do cd.


14- Independente do aspecto profissional, como é o relacionamento entre os músicos, após os instrumentos serem desligados?
Adriano Sarto (Vocal): Estando os instrumentos ligados ou não, o relacionamento entre nós é o mesmo. Gostamos de estar juntos nos palcos e também fora deles. Temos o respeito como base da nossa convivência e há também uma grande admiração mútua pelo talento de cada um. Um ou outro de nós já tocou junto em outros projetos ou já curtia o trabalho um do outro antes de integrar a mesma banda. Além de grandes músicos e profissionais esses caras são pessoas ótimas e extremamente divertidas. Nas viagens curtimos um bom som e uma ótima prosa, bebemos juntos e alguém sempre dá uma pala memorável pra ser zoado nos shows, ensaios e encontros seguintes. Também já virou tradição o café da manhã na casa do Rodrigo sempre que chegamos de manhãzinha de um show ou a batata cozida com maionese, a sopa de macarrão e os biscoitos com suco durante e depois dos ensaios. Quando não estamos juntos pessoalmente mantemos contato por e-mail e estamos sempre nos falando. Outro ponto importante é a abertura que todos temos para sugerir e opinar sobre os assuntos da banda, acredito que essa liberdade democrática só é possível graças ao respeito que há entre nós e isso nos permite o máximo de companheirismo com o mínimo de conflito... rs  

15- Quais são as principais influências e inspirações de artistas mineiros? E qual é a avaliação da cena mineira atual por parte do Tray?
Rodrigo Berne (guitarrista): Nossa! Essa pergunta é difícil de responder rs. Acho que as cachoeiras, montanhas, cidades históricas, bebidas, comidas e os grandes artistas mineiros que são referências aqui e fora do Brasil. 
A cena de rock em Minas é perfeita, acontece shows em várias cidades do interior, aparecem boas bandas o tempo todo e o público é um show a parte, pois, eles querem, realmente, quebrar tudo. 

Considerações Finais:
Rodrigo Berne (guitarrista): O Tray of Gift foi a minha salvação, e os caras que estão hoje tocando comigo, foram o meu suporte, eles que me deram forças para continuar. 
Esperamos oferecer o melhor a vocês, como fizemos no Tuatha de Danann.
Obrigados amigos do Metal Brasil!!

Metal Brasil


Sagrado Inferno - O Retorno

Postado: Metal Brasil On 13:52 0 comentários


Sagrado Inferno

A banda Sagrado Inferno se formou em 1983 na cidade de Belo Horizonte, foi a primeira banda de heavy metal surgida em Minas Gerais e acabou influenciando toda uma geração que deu origem a clássicos como Sepultura, Overdose, Sarcófado, Witchhammer, Holocausto, Chakal, e muitas outras que vieram no embalo do Sagrado Inferno.
O Sagrado Inferno gravou sua primeira demo em 1984 contendo três faixas, “Sagrado Inferno”, “Vida Macabra”, e “Perseguição”, sendo que esta segunda é ainda hoje executada por bandas que sobreviveram aos anos 80 como o Witchhammer e o Chakal e que fazem questão de manter sempre viva a memória do Sagrado Inferno.
Em 1987, prestes a gravarem seu primeiro compacto, um acidente põe fim a carreira da banda quando o guitarrista Silvinho faleceu em decorrência de uma descarga elétrica.
Agora em 2012, a banda volta as atividades com um membro remanescente Lincoln "Boquinha".

Formação Atual:
Boquinha - Voz
Cantão - Voz
Baldon - Guitarra e Voz
Robinho - Bateria
Heitor Alípio - Baixo



Demo - Sagrado Inferno (1984) 
Faixas:

1. Sagrado Inferno (03:56)
2. Vida Macabra (06:26)
3. Perseguição (03:00)
Clique aqui para download da demo.





1º Lavras Metal Battle Festival

Postado: Metal Brasil On 17:19 0 comentários



1º Lavras Metal Battle Festival

A tradição de Minas Gerais dentro do cenário "metálico" brasileiro não prende-se apenas ao passado. Prova viva desse fato é o 1º Lavras Metal Battle Festival, a ser realizado no próximo 04/08 no estado do Triângulo.
O cast conta não apenas com bandas cover (Grunge Isn't Dead e Matanza Cover), mas nomes promissores do atual quadro musical nacional.
Mesclando estilos,do Power ao Punk,o elenco é completamente mineiro.Pulcro,de Juiz de Fora,é o representante Black Metal. O Lothlöryen, divulgando seu terceiro disco de estúdio,com um Folk/Power mergulhado em referências a Tolkien e seu universo,não apenas no nome. Allos (Heavy Metal) também estará divulgando seu novo lançamento, Spiritual Battle). Heresis (Death Metal de São João Del Rey), Silence (Heavy/Power de Pouso Alegre), Human Hate (representante do famigerado Thrash Mineiro) e Dirty Tricks Club (Punk) completam o cast.
O Aymoré Volleyball Club, localizado no centro de Lavras sediará o evento. Quinze reais é o preço .Preço barato levando em consideração a excelente proposta do festival.
Que Minas continue produzindo bandas,discos e eventos,como sempre. E que o Metal continue vivendo, sustentado pelo underground.

Informações Gerais:
Data: 04/08/12 - 15:00 H
Cidade: Lavras - MG
Local: Aymoré Volleyball Club
Ingresso: R$ 15.00
Pontos de Venda: Tiãozinho Moda, Wanger e Papelaria Tradição.

Éber Deina






Roça'N'Roll 

O Tradicional festival mineiro Roça'N'Roll realizou em 2012 a sua 14ª Edição, e a cada ano que passa, o festival vem crescendo e ficando mais popular entre os bangers do país todo. Nessa edição, foi exibido um documentário baseado na história do mítico personagem sul-mineiro Januário Garcia Leal, que por sua história foi apelidado de "Sete Orelhas: herói-bandido". 
Os palcos do evento foram nomeados de "Sete Orelhas" e "Tira-Couro" em homenagem a Januário, tendo o primeiro levando esse nome por seu apelido, que após o assassinato de seu irmão, jurou vingança, matando os sete assassinos. Após concluir a morte dos sete, ele arrancou uma orelha de cada, e com as sete fez um colar.
O "Tira-Couro" foi nomeado com base no apelido da figueira onde o irmão de Januário foi amarrado, morto e teve a toda pele do corpo retirada.
Esse foi apenas um dos atrativos do evento, e a Metal Brasil esteve lá pertinho para conferir o que de melhor aconteceu:



                         
DZK

O primeiro show que pude conferir foi o do DZK, a banda de Punk Rock que foi formada no inicio dos anos 80, continua excelente, mandando um som firme e maduro. A Banda traz em suas letras mensagens duras contra a sociedade capitalista, a guerra e aos problemas sociais que enfrentamos. Um excelente show, e que deixou muitos bangers contentes com sua ótima presença de palco.


DEADLINESS

Enquanto o DZK mandava um ótimo som em um dos palcos principais, a banda mineira oriunda de Itaúna-MG, Deadliness estava realizando seu show na tenda combate, a banda fez um grande show, nota-se um Thrash Metal firme e sem firulas. Mesmo não tendo como ter acompanhado todos shows da tenda, com certeza esse foi um dos melhores.

LOTHLÖRYEN

Divulgando musicas do novo álbum "Raving Souls Society", mas sem esquecer dos seus antigos trabalhos, como o excelente álbum "Some Ways Back No More" lançado em 2008, a banda mineira Lothlöryen, como previsto, fez um excelente show. Vale ressaltar que a banda sofreu alterações no vocal em 2010, o novo vocalista Daniel Felipe entrou na banda e conseguiu atender as expectativas.


CARRO BOMBA

A banda paulista de Heavy Metal, Carro Bomba também marcou presença no roça. Divulgando seu novo álbum intitulado "Carcaça", mas trazendo também faixas de álbuns anteriores, como o clássico "Nervoso" de 2008, a banda realizou um show com bastante energia e peso. Com letras cantadas em português, a banda proporcionou um excelente show demonstrando a força do Heavy Metal Nacional.

MAESTRICK

Maestrick traz uma proposta diferente da habitual de muitas bandas, e é exatamente por essa proposta diferencial, somada a outros fatores, que a banda se destaca.
É classificada como uma banda de Progressive Heavy Metal, porém ela traz elementos espontâneos que a caracteriza e diferencia de outras bandas Prog.
Instrumentos tipicamente regionais como a Viola Caipira são muito bem mesclados com os instrumentos clássicos, e tornam as musicas modernas e inovadoras.
Com musicas que variavam entre a agressividade e a leveza, o Maestrick fazia seu show no Roça'N'Roll e surpreendia a muitos. Uma excelente banda fez um grandioso show.


DOMINUS PRAELLI

A banda paranaense Dominus Praelli foi talvez a grande surpresa do evento, possuindo notável presença de palco e agitando a todos os bangers presentes no evento. 
Um Heavy Metal de extrema qualidade associado a uma presença da palco impecável resume o show da banda. 



KERNUNNA


Muito se esperava do novo projeto de Bruno Maia (ex-vocalista do Tuatha de Danann), Kernunna que faria sua estreia no festival.
O Kernunna fez uma apresentação memorável, a união eficaz entre celta, heavy metal, e rock progressivo faz do Kernunna uma banda com enorme potencial, como era esperado pela seriedade e qualidade de trabalhos anteriores realizados por Bruno Maia.
O Show se resumiu a composições próprias do Kernunna e outras musicas do Tuatha. Vale destacar que as musicas do Kernunna são excelentes, e foram muito bem recebidas pelo público.



SAMAEL

Para felicidade dos fãs de Black Metal, a banda Suíça de Black Metal, Samael, veio ao Brasil pela primeira vez para tocar no Roça'n'Roll. O debut da banda "Workship Him" lançado em 1990 é considerado um dos maiores clássicos do Black Metal.
A banda realizou uma apresentação empolgante para os fãs, levando-os ao delírio.

Após o término do Show, foi exibido nos telões o documentário sobre o "Sete Orelhas", criado pelo organizador do evento e vocalista do Kernunna, Bruno Maia, contando com o apoio da Prefeitura Municipal de São Bento Abade (MG).


GRAVE


Com o fim da exibição do documentário sobre o "Sete Orelhas", chegou a vez de uma das atrações mais esperadas pelo público, a lenda do Death Metal Sueco, Grave.


Fazendo um som de extrema qualidade, o Grave levantou o nome da Suécia, e também o público, um show perfeito.
Quando tocaram "Into The Grave", o público se agitou demais, uma performance incrível.
O Show foi tão bom, que foi considerado por muitos como o melhor show do festival.


SHAMAN

O Shaman iniciou em 2002 como uma excelente banda, com André Matos no vocal, lançaram um clássico, o álbum "Ritual", que conta com diversas faixas excelentes, dentre elas Fairy Tale.
Porém com a saída de André Matos em 2006, a banda perdeu também outros integrantes, restando apenas o baterista Ricardo Confessori, que conseguiu reunir bons músicos e reerguer o Shaman. A banda então passou a ser composta por: Tiago Bianchi (vocal), Léo Mancini (guitarra) e Fernando Quesada (baixo) 
No Roça'n'Roll eles fizeram um grande show, intercalando musicas da antiga formação com a nova, o que deixou os fãs de ambas fases da banda contentes, tornando o show bem agradável, com uma boa presença de palco.


DR SIN

Pela segunda vez consecutiva, o trio composto por Edu Ardanuy, Ivan e Andria Busic foram ao evento e mandaram um Hard Rock/Heavy Metal de qualidade, e protagonizaram um dos melhores shows do evento.
Executando clássicos como "Fire" e musicas do mais recente lançamento da banda,"Animal", lançado em 2011, a banda fez o público 'esquecer' o frio, e bangear ainda que envolto em seus cobertores.
Para finalizar com chave de ouro, a ultima musica a ser executada foi "Futebol, Mulher e Rock'n'Roll".

  

NERVOSA

Para encerrar o evento, o trio feminino do Nervosa composto por Fernanda Terra, Fernanda Lira e Prika Amaral fez um show espetacular demonstrando a força feminina no metal.
Palhetadas e riffs rápidos, musicas agressivas com temas líricos relacionados a injustiça social, resumem o Nervosa.
O Trio fez uma apresentação repleta de agressividade e qualidade típica do Thrash Metal, o que facilitou para a boa interação com o público, a vocalista esteve incentivando a todo momento o público a moshear e também a fazer o Wall Of Death.
Tocando "Masked Betrayer" encerraram assim o show, e consequentemente mais uma edição do tradicionalíssimo festival mineiro que na próxima edição completará 15 anos de existência.


Rodolfo Silva